segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Chapter 2: O nascimento do Sol – Parte II

Chapter 2: O nascimento do Sol – Parte II

Animago Mortis Solstício.
Capítulo Único – O nascimento do Sol – Parte II.

Hermione jogava o peso de seu corpo sobre as mãos na tentativa de diminuir um pouco o volume para conseguir fechar o malão. Como ela não poderia usar magia fora de Hogwarts, então também não poderia usar magia ali, fazendo com que aquele volume todo coubesse dentro dos bolsos.
 
De súbito, a garota fecha o malão num baque, dando-se por satisfeita em encerrar sua missão quase impossível: a de comportar todas as suas coisas ali dentro, sem magia. Põe-se ereta, com as mãos na cintura, olhando orgulhosa o malão fechado e pensando em nada pelos poucos instantes até que é chamada à órbita novamente por Ginny, que acompanhava sem muito interesse as arrumações da amiga.

—Você só vai ficar duas semanas fora, Mione.. pra que tem que levar todas essas coisas, até todos os seus livros?! Não é mais prático deixar por aqui mesmo, não?

—É mais prático e gostaria de fazer isso, mas são as regras da escola. Os pertences dos alunos não podem ficar por aqui na sua ausência.

Ginny deu um sorrisinho de malícia, com os olhos brilhando de diversão. A ruivinha se agacha e tira de debaixo da cama de Hermione uma pequena cesta de vime usada para transportar pets e, segurando pela alça, balança-a lentamente na direção de Hermione.

—E isso aqui, não é seu? Você já estava se esquecendo...

—É... eu esqueci completamente dessa cesta. Você pode ficar com ela, Gin, para levar o filhote que ganhou quando for para casa.

—Só que... quem deveria estar aqui dentro também te pertence, é seu, você comprou! Você vai deixá-lo aqui? Não pode, são as regras!

Hermione sorriu o desviou seu olhar para um ponto qualquer no chão; sabia que Ginny viria com essa piadinha...

—Acho que.. neste caso.. as regras não se aplicam mais... "...e isso seria uma coisa que Pavel diria..."

—Nossa! Que raro! Estamos de bom humor por aqui, heim?

—Muita coisa! Agora vamos, preciso ir. Ah! E falei sério quanto a você ficar com a cesta para levar seu filhote em segurança para casa.

Hermione apontou a varinha para o malão e murmurou um feitiço, fazendo com que se tornasse tão leve quanto ao ar a ponto de flutuar alguns centímetros do chão, o suficiente para que a garota pudesse conduzi-lo para fora do quarto e descer as escadarias para o salão comunal.

No salão, Hermione e Ginny encontraram Rony e Harry desanimados como se estivessem indo a um enterro. O moreno levantou-se no mesmo instante em que Hermione apareceu aos pés da escadaria, flutuando seu malão logo a sua frente. A expressão divertida com que vinha conversando com a ruivinha deixou o garoto ainda mais chateado.

—Ah.. Mione... – falou Harry num suspiro. O menino ainda tinha esperanças de que a garota desistisse da viagem no último instante. —Então você vai mesmo?

—Pôxa, Mione! É o nosso último ano na escola! É o nosso último Natal aqui! Por que não desiste e fica com a gente? - dizia Rony num tom de súplica que não combinava com ele.

—Gostaria, mas não vai dar... e talvez seja o último Natal por lá também... – Hermione respondeu, mas o final de sua frase saiu como um sussurro, onde foi possível ouvir, mas não entender.

—E talvez seja o quê? – Perguntou Rony, tendo Harry também interessado na resposta.

Vendo que Hermione se entristeceu um pouco, Ginny tentou mudar o rumo daquela conversa.

—Ai! Você são um porre mesmo! A Mione quer ficar com a família este ano, qual o problema? – a ruivinha segurou pelo braço da amiga, empurrando-a em direção à saída do salão. —Vamos, Mione! Senão você perde a carruagem para a estação de Hogsmeade!


Uma das inúmeras proibições da escola era a de se usar magia nos corredores do castelo, mas e regra, flexível, era abrandada em casos excepcionais como esse: a da chegada e saída dos alunos da escola, onde todos carregavam pesados malões e, às vezes, até mais de um.
 
Hermione avançava pelo caminho em direção ao saguão de entrada na expectativa de encontrar com um certo alguém pelo caminho, que viesse até ela tentar convencê-la a ir junto para casa... isso, certamente, era algo que um de seus amigos faria, mas Pavel...

A garota não havia tido mais contato com Nicolai desde a última aula de Poções, quando ele foi entregar o livro com que ela tentou acertar nele num momento de birra na Biblioteca. Hermione sentiu-se envergonhada por atitude tão infantil e baixou a vista para os seus pés, ruborizando levemente.

Ginny, que vinha observando Hermione por todo o caminho, riu baixinho, escondendo a boca com a mão.

—Ele não veio se despedir, não é?

Hermione virou-se para a garota, com olhos arregalados.

—N-não é na-nada disso! Q-quer dizer.. o que você quis d-dizer com isso?

Ginny sorriu divertida, mas as duas já haviam alcançado o saguão de entrada onde se aglomeravam vários alunos, todos que voltariam para suas casas neste Natal.

Hermione percorreu rapidamente com olhos pela multidão de alunos, na tentativa de avistar Nicolai entre eles. Não o encontrou. Mas não saberia dizer, se lhe perguntassem, se havia ficado aliviada com isso ou triste...


A longa viagem de trem durou horas... horas entediantes e intermináveis para Hermione, que, por algum tempo, dividiu a cabine com outros três alunos, de primeiro e segundo anos. A principio foi tudo muito quieto, pois os três estavam intimidados por estarem junto à Chefe dos Monitores, mas conforme o tempo passava e a viagem se tornava ainda mais chata, os alunos acharam que o melhor era se divertir, até que não houvesse mais ninguém na cabine além de Hermione, que se perdia em pensamentos pela paisagem branca vista da janela.
 
Até que chegou ao seu destino final, a estação King Cross.

Hermione juntou seus pertences rapidamente, depositando-os num carrinho de bagagem e atravessou a passagem mágica da plataforma 9 ¾. Muitos outros alunos faziam o mesmo. Seu sorriso resplandeceu ao encontrar seus pais e seus avós, que aguardavam sua chegada.

A garota largou o carrinho com a bagagem e correu até sua família, abraçando seus pais e os avós na seqüência. Naquele momento parecia que não havia mais qualquer problema no mundo e que tudo que era bom seria eterno.

Enquanto Hermione conversava e era bajulada por seus avós, seu pai foi buscar o carrinho e empurrá-lo até eles, quando percebe a falta de algo ali.

—Hermione... você não se esqueceu de nada dentro do trem?

A menina, distraída, olhou sem entender para o pai, procurando pelo algo em que ele dera falta.

—Não pai, não esqueci de nada... tudo que é meu está aí... – falou inocentemente.

O pai trouxe o carrinho e, intrigada, a mãe avalia o conteúdo com mais atenção, virando-se de cenho franzido para a filha que ainda estava abraçada aos avós.

—Filha... tá faltando algo sim! Onde está o gato?!

Hermione gelou. Estava tão feliz com o reencontro com a sua família que se esqueceu completamente do assunto. Era necessário inventar uma história convincente qualquer e rápido. Estava tão triste e absorta nos últimos dias e durante a viagem que sequer cogitou uma desculpa qualquer a ser dita em relação à ausência de Crookshanks.

—Eeeh, Shanks? Bem, ele.. eu sinto muito, mas ele...

A avó apertou os braços da neta, olhando-a aflita. Hermione era muito mais alta que a avó e quando a menina encontrou os olhos da mulher, sentiu seu coração se comprimir. A saúde de sua avó estava mesmo muito fragilizada e ela não poderia dizer algo que magoasse.

—Ele morreu? O nosso fofinho morreu? Oh, meu deus, o nosso gatinho! E eu fiz várias roupinhas para ele usar nesse inverno... oh, não, isso não pode ter acontecido!

—N-NÃO! Não vó, o Shanks.. ele está bem, tá?! Aliás, ele está muito bem, muito bem mesmo...!

—E por que você não o trouxe, Hermione? – perguntou a mãe com um certo tom de censura na voz. —O que eu lhe falei na carta.. sobre as roupinhas tricotadas e tal?

—É que.. é que... n-não deu! Ele sumiu! É isso! Shanks sumiu e não consegui encontrá-lo a tempo da viagem.

—Sumiu? Oh, pobrezinho, filha... neste inverno! Ele deve estar com muito frio, fome, se sentindo sozinho... – fala a vó em voz embargada; ela estava realmente preocupada.

—N-não vó! Ele sumiu.. da minha vista! É isso! É que, sabe, logo é primavera e bem.. algumas gatas na escola entraram no cio e.. sabe? Coisas da natureza... – falava Hermione muito sem graça, agradecendo a deus e a Merlin por Nicolai não estar ali para ouvir tamanha asneira.

Um miado fino e dengoso é ouvido. Hermione congela quase literalmente e se recusa a virar para o lado que o som vinha... recusa-se em acreditar que realmente ouviu aquilo e tentava, inutilmente, enganar-se de que era coisa da sua cabeça.

Um novo miado, agora mais imposto, é ouvido. Hermione continua estancada, sem coragem alguma de encarar o que ali estava. A avó sorriu largamente e seus pais se manifestaram.

—Aah! Querendo nos enganar, filha?! – falava o pai sorrindo para Hermione.

Hermione não queria acreditar naquilo, mas era verdade. Ele teve a ousadia!

A garota virou-se lentamente e seus joelhos fraquejaram quando ela enxergou o persa alaranjado que a olhava de forma faceira. Não fosse pelo avô, talvez Hermione tivesse desabado ao chão.

—Oh, filha! O que houve com você agora?! Está passando mal? – pergunta aflito o avô, segurando a menina pelos ombros.

—E-eu e-estou bem, Vô!

Crookshanks estava parado a alguns metros de distância, torcendo a cabeça e olhando de forma divertida para Hermione. Sua cauda grossa balançava lentamente de um lado para o outro, como se o gato estivesse satisfeito em avistar uma presa muito interessante.

—Oh, fofinho! Que bom que você veio! Vem aqui com a vovó, vem! – A mulher curvava-se em direção ao chão, instigando o gato a vir até ela.

Não foi preciso uma segunda ordem. Todo garboso, em porte altivo, Crookshanks correu até a sua família postiça, jogando-se de banda contras as pernas da avó e roçando suas costas.

A avó, que simplesmente adora o bichano, ergue-o no colo. Crookshanks, assim como é todo gato mimado, joga-se contra o peito da velha senhora, fechando os olhinhos e ronronando com os carinhos que ganhava.

Levou algum tempo ainda para Hermione se recuperar do choque e a ficha cair. Assim que se deu conta da situação, sentiu seu coração parar pela segunda vez naquele dia... melhor ainda, pela segunda vez em menos de dez minutos.

—N-não!

Hermione puxou o gato pelo cangote do colo da avó, que atraiu olhares confusos e censuradores, não apenas de sua família, como também de quem passava ali perto naquela hora.

—Hermione! Por que fez isso?! Não vê que o gato poderia ter arranhado a sua avó?! – Joanne ralhou com a filha, levando as mãos à cintura.

Crookshanks, se sentindo enforcado por estar sendo segurando pelo couro de sua nuca, começa a remexer as patas nervoso, tentando se soltar. Hermione olha apreensiva para ele, largando-o de qualquer jeito. O gato cai e dá dois pulinhos adiante, tentando manter certa distância da garota, olhando-a ofendido.

—Como você pôde?! Você é um sonso Donsss... – Hermione murmura entre os dentes, com as faces já ruborizadas pela raiva.

O gato apenas postou-se sentado, com sua cauda o envolvendo. Olhava instigante e desafiadoramente para a garota, o que deixou Hermione ainda com mais raiva. Além de Nicolai ter a ousadia de fazer o que fez, ele ainda a desafiava?!

—O que há com você, Hermione?! – Perguntava a mãe já brava pelas atitudes esquisitas da filha. —Você não está normal!

—Deixa, Joanne.. isso deve ser estresse da viagem. – Tentava o pai defender a filha.

—É verdade... – agora era o avô quem se pronunciava. —É uma viagem longa e cansativa.. quanto tempo ficou dentro daquele trem, querida?

—...u-umas ssseis horas, maais ou menos... – Hermione respondia sem desviar seu olhar desconfiado de Crookshanks.

A avó voltou a abraçar a neta, sorrindo. —Oh, pobrezinha! Deve estar mesmo muito cansada e com esse frio... vamos todos pra casa de uma vez. O nosso bebê tem que descansar e se alimentar! Olha só essas ancas! É osso puro!

—Vó!

Todos acataram a ordem da avó e começaram a se movimentar. O pai foi até o carrinho para empurrá-lo até o estacionamento; os avós conduziam Hermione enquanto Joanne buscava Crookshanks, que ia com todo prazer no colo da mulher. Hermione quase teve um troço por isso.


No carro da família, Hermione foi entre o avô e a avó na parte de trás. A garota tentava a todo custo em não pensar no assunto 'Donskoi', o que iria fazer agora que ele cometeu essa barbaridade de seguí-la até em casa... "—Vil! Peçonhento! Tinha que ser Sonserino mesmo!"
Joanne entrou e sentou no carona, virando-se sorridente para os ocupantes de trás, a fim de saber se estavam todos bem.

—Estão todos confortáveis aí atrás?

—Claro, filha, está tudo bem.

—Hermione... você está com uma cara péssima! Espero que melhore depois do jantar especial que preparamos pra você!

"—Eu duvido muito!" —Claro, mãe...

—Otimo! Mas fique com Shanks aí atrás. Você sumiu com a maletinha dele e não podemos transportar animais soltos dentro do carro, iremos tomar uma multa se os guardas virem. – Joanne, com cuidado, passou Crookshanks por cima do banco, que pulou direto para o colo da garota.

O gato jogou-se contra o corpo de Hermione – como faz todo gato dengoso – roçando com olhinhos fechados a cabeça contra o ombro da menina.

Hermione arrepiou-se toda, trancando os dentes e fechando com força as mãos em punho na tentativa de evitar jogar o gato longe. Por entre os dentes cerrados, Hermione sibilou algo que somente Crookshanks pôde ouvir.

—Você é um cretino! Isso não vai ficar assim! Vai me pagar por isso, Donskoi!

O gato apenas olhou triunfante para a garota, dando um miadinho em resposta e uma lambida na bochecha de Hermione, que fechou os olhos com força e começou a contar até dez antes que explodisse.

A avó, vendo que a neta não estava muito à vontade, pega o gato e o põe em seu colo, onde rapidamente se ajeita, mas que continua encarando Hermione, se divertindo muito com a situação.


A viagem de carro de King Cross até a casa de Hermione não deve ter levado mais que meia hora, mas para a garota a viagem demorou horas intermináveis. Queria sair o mais rápido dali e se trancar em seu quarto, de preferência bem longe do gato.
 
Mesmo que tenha demorado uma eternidade, finalmente a família Granger chegou a sua residência.

Hermione estava com uma cara péssima: pálida e abatida. Ela sentia o corpo muito pesado e teve certa dificuldade para sair do carro. Seus pais e avós logo perceberam que a menina não estava muito bem. Até mesmo Crookshanks a olhava com preocupação, as orelhinhas remexendo-se de um lado para o outro.

—Querida! Você não está nada bem! Acho que devemos levá-la a um médico agora mesmo!

—Não, mãe! Eu estou bem! Juro! Só preciso dormir! Prometo que amanhã estarei perfeita como sempre. – Dizia Hermione desanimada, forçando um sorriso.

—É melhor mesmo que faça isso, filha. Nada como um bom descanso e uma boa comida da nossa própria casa para nos fazer sentir muito melhor.

Hermione se despediu de todos e pegou, com um fingido cuidado, Crookshanks do colo da avó, segurando-o por baixo dos braços e correndo com ele – balançando sem jeito – escadas acima, rumo ao quarto.

Ao entrar no quarto, Hermione jogou Crookshanks de qualquer jeito no chão – que voltou a olhá-la ofendido – e bateu a porta as suas costas, apoiando-se nela.

—Você é vil, desprezível, cafajeste! – Disparou Hermione.

Crookshanks olhou para a garota ainda mais ofendido e não havia outra alternativa que assumir sua forma humana. Uma pequena pressão de ar se formou e de um círculo de névoa surgiu um rapaz aparentando dezessete anos, com cabelos e olhos dourados, trajando negro da cabeça aos pés. Mantinha os braços cruzados sobre o peito e olhava para Hermione da mesma forma ofendida que o gato.

Você sabe magoar, heim?! E alguém inteligente como você não consegue inventar uma desculpa mais agradável que aquela? Essa de 'gatas no cio' me embrulhou o estômago!

—Não mude de assunto, Pavel! Você foi traiçoeiro! Isso não se faz! Você me enganou!

Nicolai abrandou sua expressão e sorriu, aliviando-se da tensão que também sentia – e muita – mas que não deixava transparecer. Ouvir o seu primeiro nome, aquele que nunca era pronunciado a não ser pela garota em raros momentos de tensão entre eles, sempre o deixava bem, não importa a situação.

Eu não a enganei, Hermione... eu disse que viria como Crookshanks e em nenhum momento falei o contrário, mesmo porque você não me deu tempo nem pra isso.

—Quanta lábia! Você não poderia pertencer a nenhuma outra Casa além de Sonserina. Eu deveria expulsá-lo de minha casa, mas certamente isso traria algum desentendimento com minha família.. e minha avó.. vi que ela não está emocionalmente normal, nem um pouco. Teremos que entrar em acordo, Donskoi!

Tudo que quiser, minha ama... desde que eu possa estar contigo durante a celebração do Nascimento do Sol, farei qualquer de suas vontades.

—Nascimento do Sol... do que está falando?

Ocidentais..! Falo do Solstício de Inverno, que começa hoje, dia 21, e termina no dia 25. O Natal foi apenas mais uma tentativa de aniquilar as nossas tradições, uma data extremamente importante para a nossa gente, mas que foi roubada e abafada por aqueles que sempre nos perseguiram.

—O Solstício de Inverno... o dia do renascimento do Sol... – Sussurrou Hermione pensativa, esquecendo-se por instantes o impasse com Nicolai.

Isso.. o dia em que a Terra recomeça o seu ciclo em torno do Sol. Hermione.. passei mais de vinte anos sem poder celebrar esse momento tão importante para todos nós, desde que fui retirado da Rússia. Este ano será o primeiro depois de tantos anos recluso por uma maldição. Apenas quero estar com você... não me negue isso.

Hermione abrandou de vez a raiva que sentia por achar que tinha sido enganada por Nicolai. Os olhos dourados do rapaz transmitiam para ela um misto de doçura e melancolia, que balançou seu coração. Sentimentalista como era, nunca conseguiria negar o apoio que lhe pediam, quanto mais de Pavel, que, no fundo, não merecia nem um pouco do desprezo que ela fingia sentir por ele.

A menina suspirou fundo, dando-se por vencida. Depois de alguns instantes de olhos fechados, ponderando as milhares de possibilidades que poderiam acontecer estando Nicolai Donskoi ali em sua casa, ela finalmente deu o seu veredicto.

—Está bem, Donskoi.. aceito o que me pede, mas você terá que aceitar as minhas regras também...

Semana 2 antes do Solstício de Inverno/Verão...
Animago Mortis – Solstício.
By SnakeEyes – Dezembro de 2004.

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