segunda-feira, 3 de junho de 2013

Animago Mortis - Capítulo 33 – Julgamento – Testemunha Cega.

Animago Mortis

Capítulo 33 – Julgamento – Testemunha Cega.

O Tribunal permanecia em total silêncio. Mais uma vez o tempo e o espaço haviam desmaterializado. Segundos efêmeros se tornaram eternidade. E o vazio, o nada, tão lugar-comum onde imperava o vácuo, o Éter, era perceptível no ar, quase palpável. Nicolai, estupefato, mantinha-se completamente imóvel em sua cadeira. Já não sentia absolutamente nada. Nenhum pensamento sequer vagava em seu cérebro... se ainda não respirasse e o coração pulsasse, poderia ser dito que o vazio o havia devorado.
David, emudecido, senta-se ao lado de seu cliente, sem olhá-lo sequer de esguelha. Desde agora mantinha-se totalmente concentrado ao interrogatório que viria a seguir. De porte ereto com os braços cruzados sobre a mesa, Jonathan Davis mantinha um ar grave que raras vezes fora apresentado a nós.

Mas a Nicolai isso não mais importava. Já não dava a mínima, para ser exato. Já não mais buscava nos gestos, olhares, expressões, uma pré-resposta. Neste momento, se a ele for imputado à pena a ser cumprida em Azkaban, seria apenas um mero detalhe sem real importância, pois o que ainda lhe restava de uma parca esperança acabava de se consumir no fogo da mais absoluta decepção.

Por breves instantes, Snape dirigiu seus olhos negros frios e amímicos a Nicolai, que não diziam absolutamente nada devido ao total desprovimento de qualquer sentimentalismo. Eram exatamente frios e calculistas como de alguém que apenas observa pelo simples ato de ver, passivo de todos os acontecimentos, indiferente de como se nada ali tivesse qualquer ligação consigo.

—Sr Severus Snape... – O promotor Osborn quebrou o silêncio momentâneo com sua voz devidamente calculada. —É de conhecimento público que o senhor fôra, durante a primeira guerra do mundo mágico, um Comensal da Morte a serviço Daquele-que-não-deve-ser-nomeado... – uma breve pausa de Osborn na esperança do consentimento de Snape que veio através de um resmungo quase inaudível. —...então, em vista deste fato verídico e comprovado, supomos que o senhor tinha plenos conhecimentos das identidades daqueles que compunham o chamado Círculo das Trevas. E também é de conhecimento público que no auge da ascensão Daquele-que-não-deve-ser-nomeado muitos jovens, ainda estudantes em Hogwarts, foram alistados para o Círculo de Comensais da Morte.

Davis levanta-se de sua cadeira, em tom bravio, proclama ao juiz: —Protesto, Meritíssimo! Dr Osborn está imputando condutas à testemunha! O Sr Snape não está aqui para ser julgado!

—Protesto aceito, Dr Davis. Dr Osborn, dê prosseguimento ao interrogatório através de perguntas claras e diretas e não às citações sobre o passado da testemunha, cujo crime já foi julgado e absolvido. Se o senhor prosseguir na exposição de atos passados da testemunha, irei encerrar o plenário e marcar uma nova audiência, concedendo habeas corpus ao réu.

—Sim, Sr Meritíssimo. Peço desculpas pela minha introdução inadequada da testemunha ao Tribunal.

—Desculpas aceitas, Dr Osborn. Retorne a sua função de acordo com o que lhe foi instruído.

Recostada ao peito de Alvo Dumbledore e sobraçada por ele, Hermione havia pegado no sono devido a exaustão das muitas horas de espera que ali se encontrava. Com o braço livre o velho mago segurava próximo ao seu nariz torto a edição do mês de uma revista bruxa de moda e comportamento. Como se milhares de pequenas borboletas borboleteassem dentro de sua cabeça, a menina levantou-se aturdida, despenteada e de mau humor. Olhou estranhamente a sua volta, não reconhecendo imediatamente o ambiente em que se encontrava e levou ainda alguns instantes para que entendesse tudo que estava ali, todos os objetos e pessoas presentes naquela sala de decoração sisuda e opressora.
Levou as mãos aos cabelos rebelados e fechou pesadamente as pálpebras chegando a fazer um vinco entre suas sobrancelhas. No seu típico espírito bondoso, com um sorriso singelo e despretensioso, Dumbledore pousa sua mão sobre a cabeça de Hermione e só lhe fala quando a garota volta de seu devaneio silencioso e olha confusa para o diretor de sua escola.

—A senhorita dormiu profundamente por mais de uma hora, certamente por estar esgotada dessa decoração de mau gosto... me diga, Hermione, teve bons sonhos?

Ainda olhando confusa, tentando assimilar e compreender as palavras de Dumbledore, Hermione piscou algumas vezes em profusão e ajeitou-se no sofá, deixando seus braços esticados com as mãos apioadas sobre os joelhos, mas seus olhos permaneceram perdidos no chão da sala, mas sem enxergá-lo de fato. Ao que parecia, Hermione fazia um grande esforço mental para compreender e tentar responder à pergunta do Professor Dumbledore.

—Eu... eu não.. tenho certeza... lembro de árvores.. muitas delas.. Abetes, se não me engano... era uma montanha, repleta delas... parecia primavera ou verão, por causa da vegetação tão fresca e o céu de azul tão profundo... mas mesmo assim parecia fazer frio... que engraçado... – Hermione, lentamente, sem desviar os olhos do chão, manifesta um sorriso infantil e vira-se para encarar inocentemente Dumbledore que lhe dispensava toda a atenção do mundo numa expressão séria e paternal.

Hermione prosseguiu, meio sorridente, no relato de seu sonho. —Havia um campo aberto, parecia ser o topo de um morro.. e lá tinha uma cabana antiga toda em madeira, mas bem conservada... e fora dela tinha um menininho... apesar de pequeno tinha um jeito... tipo um porte militar e.. segurava sem jeito um violino! E mais sem jeito ainda ele passava o arco sobre as cordas do violino e apesar de parecer que ele estava fazendo tudo errado, o som que saia do instrumento era até harmonioso, embora, acho, não se pudesse chamar aquilo de música... o engraçado é que...

Quando Hermione se calou, Dumbledore, em seu ar paternal, encorajou-a a dar prosseguimento em seu relato. —Conte-me o que viu de mais engraçado em seu sonho? Isso é muito bom, sabe? Eu sou da opinião que os sonhos são para nos divertimos enquanto dormimos, como fosse um cinema interativo e muito pessoal!

Hermione sorriu pela resposta de Dumbledore e voltou a fitar o chão, mas seu sorriso se desvanecia a medida que avançava em seu relato, terminando em quase uma profunda tristeza.

—O engraçado é que... eu tenho certeza de que jamais vi aquele garotinho, mas... é como se eu o conhecesse há muito tempo... foi engraçado sentir ternura por aquele menino estranho, na forma tão obstinada que ele tentava tirar alguma música do instrumento... Mas quando ele parou de tocar repentinamente e voltou-se em minha direção, tudo ficou tão confuso... foi como se o sol sumisse e os Abetes desaparecessem... tudo se tornou escuro até sumir por completo! E não lembro o que sonhei depois... só tenho a impressão de que não sonhei nada ou talvez de ter caído num poço escuro, mas que não tinha paredes nem fundo nem água! Não via mais a luz! Parecia que eu caía no meio do nada, em meio ao vazio! E como não havia nada, então fui caindo sem parar, sem nunca chegar ao fundo! Nossa! Isso foi é um pesadelo!

Vendo o estado depressivo em que Hermione mergulhou, Dumbledore a sobraçou novamente, a fim de passar-lhe algum conforto. A revista estava abandonada sobre o colo do velho mago e, fitando o nada a sua frente, Dumbledore, placidamente sério, tenta reconfortar a garota também com palavras.

—Não foi um pesadelo... embora pareça e muito, mas, creia-me, não foi um pesadelo, minha criança. Não digo que esteja equivocada, mas apenas uma questão de ponto de vista. Para alguém que pensa agora viver no meio de um pesadelo e seu coração está repleto de vazio, não lhe é possível enxergar nada além das trevas do vazio...

—Eu não entendi, professor... – Hermione volta a ficar ereta no sofá, encarando Dumbledore com expressão confusa.

—Ho, ho, ho! – Riu-se Dumbledore, pegando novamente a revista de moda bruxa e abanando um mosquito imaginário entre ele e Hermione. —Divagações de filosofia pobre de um velho gagá que está começando a morrer de fome! Creio já ser hora do chá! Aceitas, senhorita?

Dumbledore agilmente retira de sua manga 'boca-de-sino' sua varinha e num gesto suave feito um maestro a comandar uma orquestra, faz aparecer sobre a mesa de centro um serviço completo de chá que Hermione apenas deu de ombros, ainda impressionada com o sonho que teve, mas tentando não se importar mais com tamanha tolice.

—Aceito... é bom pra passar o tempo.

—Sr Snape.. – diz Dr Osborn. —...tendo conhecimento a respeito do Círculo das Trevas, ao senhor é possível também ter o conhecimento de todos seus 'associados', para assim melhor nos referirmos ao seguidores de Você-sabe-quem?
—Obviamente que apenas o Lorde das Trevas tem o conhecimento de todos seus 'associados', usando-me da sua expressão, Dr Osborn... – Snape respondeu calmamente no seu típico tom letal e sarcástico.

—Correto... – A expressão de Osborn se tornou mais densa por não ter gostado da resposta e do tom de Snape. Já era hora de terminar com o teatrinho e ir direto ao ponto de interesse. —Reformulando a questão, o senhor teria conhecimento de pelo menos alguns associados do Círculo das Trevas?

—Sim, é claro... – A pausa proposital de Snape serviu para atiçar ainda mais a tensão do público que permanecia em completo silêncio. Davis e Nicolai, sentados à mesa, mantinham-se estáticos e atentos ao Mestre de Poções, que já não mantinha mais a expressão fria de quando entrou no tribunal, mas algo de sarcástico que dava a impressão que começava a se divertir com tudo aquilo. —...alguns deles estão em Azkaban, outros estão mortos e outros estão reintegrados à sociedade. Todos que são de meu conhecimento também o é do Ministério da Magia.

—Sim, claro. – Osborn já se mostrava insatisfeito com as respostas de Snape. Mesmo correndo o risco de ter a seção adiada e o réu receber liberdade provisória, seria mais objetivo em suas perguntas. —O senhor e o sr. Donskoi estudaram juntos em Hogwarts?

—Sim.

—Eram amigos?

—Até onde havia o interesse comum, sim.

—Visto que parte dos alunos da Sonserina da turma de 1976, da qual o senhor e o sr Donskoi faziam parte, pertenceram à primeira formação do Círculo das Trevas, como consta nos anais da Secretaria de Segurança do Ministério da Magia, o senhor, Prof Snape, tinha conhecimento que seus colegas eram Comensais da Morte?

—Eu já respondi que sim, Dr Osborn...

—Eu não havia lhe feito essa pergunta antes, Prof Snape.

—Não? Suponho que a pergunta a respeito do meu conhecimento sobre os 'associados' do Lorde das Trevas seja a mesma que esta agora. Quero lembrá-lo que pertenci apenas uma vez ao Círculo das Trevas, Dr Osborn. Eu entendi que a pergunta anterior tenha sido sobre essa época.

Osborn ficou desconcertado com a resposta de Snape.

—Então, o senhor poderia confirmar alguns nomes de ex-colegas, Prof Snape?

—Alguns, sim, todos, não. E na maior parte apenas aqueles mesmos que o próprio Ministério bem sabe.

—Então vamos direto ao assunto. – Snape torceu os lábios ao ouvir isso, já se sentia muito entediado em estar ali, naquele rodeio desnecessário. —O senhor poderia confirmar a participação do sr Pavel Nicolai Donskoi no Círculo das Trevas?

Snape ficou ainda mais sério e demorou em dar sua resposta. Nenhum ruído era feito dentro do tribunal. Nicolai estava com as mãos fechadas uma sobre a outra, o queixo apoiado sobre elas, os cotovelos apoiados sobre a mesa. Seus olhos oblíquos quase se fechavam em fendas pela tensão. Ele sabia que Snape não trairia a confiança que tinha do Ministério para ajudá-lo. Foram amigos, sim, há vinte anos atrás, mas agora é como se fossem apenas meros conhecidos que o longo tempo cuidava para manter esquecidos um do outro.

—Não senhor, Dr Osborn. Tive conhecimento sobre rumores, não do fato.

Nicolai fechou os olhos em pesar, deslizando suas mãos para a testa, como se estivesse a rezar. O fato era que jamais haviam trabalhado juntos dentro do Círculo das Trevas e as máscaras de caveira que eram obrigados a usar salvaguardavam a identidade de qualquer um dos Comensais da Morte. Dentro ou fora do Círculo era terminantemente proibido manter conversações. Somente Voldemort falava e todos os outros obedeciam. O conhecimento vinha por força das ocasiões. Ele próprio jamais se permitiu tocar nesse assunto e jamais permitiu que alguém o fizesse, de tão repugnante lhe era esse fato.

—Rumores? E quais eram esses rumores, Sr Snape?

—Era de meu conhecimento que Dmitri Donskoi, pai de Nicolai Donskoi, viera da Rússia com sua família exclusivamente para servir à causa... os rumores eram que o Sr Donskoi, pai do réu, pretendia presentear o Lorde com seu filho único.

O silêncio mórbido do tribunal foi quebrado pelos murmúrios da platéia, alguns se admirando, outros mostrando indignação em sussurros de revolta contra o fato de Dmitri querer entregar o único filho a Voldemort, outros trocando impressões com o vizinho de cadeira. O Juiz exigiu ordem no tribunal e, aos poucos, os ânimos se acalmaram. Nicolai não podia se dar por aliviado, isso era um luxo que não lhe cabia. Snape não havia mentindo até então, embora estivesse ocultando os fatos, mas a pergunta correta também ainda não havia sido feita.

—Então, de fato, o réu tornou-se um Comensal da Morte, mesmo que tenha sido contra sua vontade?

—Não sei, Dr Osborn. A única vez em que ouvi o nome do réu dentro do Círculo foi na ocasião do rumor que se espalhava. Se houve mesmo a entrega do garoto, eu nunca presenciei. A cerimônia de iniciação era muito restrita e jamais realmente VI Nicolai Donskoi. – Snape, já impaciente, salientou bem cada palavra citada na esperança de que terminasse ali o interrogatório. Havia muito a ser feito em Hogwarts e ele não podia ficar desperdiçando seu tempo com essas bobagens.

Osborn, mais uma vez, mostrou-se insatisfeito com a resposta de Snape, mas já havia se desgastado demais com o interrogatório e talvez já fosse hora de fazer a pausa no plenário.
—Sem mais perguntas à testemunha, sr Meritíssimo.

—Dr Jonathan Davis.. – o juiz chamou em seu tom grave. —É a sua vez de interrogar o réu, apresente-se.

—Sim, senhor, sr Meritíssimo.

Calmamente, Davis levantou-se da mesa e andou até o palco, pondo-se em frente entre o juiz e a testemunha, braços cruzados às costas.

—Sr Snape... a marca negra, a marca tatuada no braço esquerdo de todos que entram para o Círculo das Trevas e que caracteriza o 'associado' como um Comensal da Morte... existe alguma forma de se ocultar essa marca?

—Até onde vão meus conhecimentos, que não são poucos, Dr Davis... não há nenhuma forma.
—E a marca sumiria assim, de hora pra outra?

—Somente com a morte d'Aquele-que-não-pode-ser-nomeado.

—E Aquele-que-não-pode-ser-nomeado está morto?

Snape não pode conter uma breve risadinha sarcástica. —Dr Davis, TODOS sabem que o Lorde ainda vive!

Davis deu seu sorriso de dente lascado, fazendo uma reverência para Snape e em seguida para o Juiz. —Obrigado pelo depoimento, Prof Severus Snape. —Sr Meritíssimo, sem mais perguntas à presente testemunha.

—Sim, Dr Davis, volte a seu lugar. Porteiro, acompanhe o Sr Snape à antecâmara das testemunhas de acusação e traga a próxima testemunha.

O Porteiro do plenário acompanhou Snape até a porta da antecâmara. Nicolai ainda mantinha-se estático, com o rosto apoiado sobre as mãos cruzadas, absorvendo ou tentando absorver tudo que havia acontecido até então. Sua cabeça girava. Já não compreendia o porque de tudo aquilo. Um emaranhado de mentiras, umas sobre as outras. Ele era um Comensal, mas não sabia, sequer imaginava o porquê, a sua marca negra não mais existir; se estivesse apenas oculta, o feitiço Morsmordre a teria tornado nítida, mas não foi o que aconteceu. Snape sendo chamado para ser testemunha de acusação... estava chegando a conclusão de que tudo era mesmo apenas um teatro ridículo para fazer mídia e ele era um bode-expiatório idiota que se deixou cair nessa situação estúpida! Não sabia mais se aliviava da tensão ou não. Snape veio como acusação e não comprovou nenhuma culpa. Ainda havia mais uma testemunha.. ou várias. Novamente, Nicolai baixou o rosto para a mesa, apoiando a testa sobre a mão espalmada. Seus cabelos finos e claros caiam sobre o rosto, ocultando seu semblante de esgotamento físico e mental... Hermione valia todo aquele sacrifício desnecessário?

Nicolai se assustou com o próprio pensamento, tirando-o do estado de vigília a que começava a entrar. Ainda havia em si, em estado latente, as sementes de preconceitos fundados nas tradicionais famílias bruxas. Odiou-se no mesmo instante em que uma vozinha fraca e longínqua lhe falou amaldiçoando Hermione e tratando-a por 'maldita sangue-ruim'. Nervoso, Nicolai jogou suas costas contra o encosto da cadeira onde estava sentado e só então percebeu que Davis lhe falava qualquer coisa.

—É, maluco.. tô sentindo que você já está chegando aos seus limites! Estamos aqui há quase vinte horas, ninguém merece!

Nicolai fitou Davis de forma apática por alguns instantes antes de lhe responder. Questionava a si mesmo. Já não conseguia mais raciocinar com sobriedade e sentiu-se enojado por perceber que ainda nutria estúpidos sentimentos segregatórios e odiou-se por culpar Hermione por seu atual estado.

—Eu mereço... – Falou sem emoção, voltando-se para a frente, olhando cegamente o nada.

Fim do Capítulo 33 – continua...
By Snake Eyes – 2005.

N/A: Pensei em terminar a fic neste capítulo e daí pensei... pra que a pressa? Alonga mais um pouco. Sei que o capítulo ta super curto e super chato, mas como não posto capitulo novo há trocentos anos, vou colocar essezinho chato e curto assim mesmo, só para lembrar à vocês que a fic NÃO foi abandonada... eu é que virei um Zé Pastel mesmo, sorry!
Hábeas Corpus – Latim: 'que tenhas teu corpo'.

Garantia constitucional outorgada em favor de quem sofre ou está na iminência de sofrer coação ou violência na sua liberdade de locomoção por ilegalidade ou abuso de poder.

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