quinta-feira, 21 de março de 2013

Animago Mortis - Capítulo XXIII – Muito Bem Escondida

Animago Mortis
Capítulo XXIII – Muito Bem Escondida
 
A aula de Transfiguração deu-se por encerrada, Harry foi o primeiro a sair da sala, ignorando os pedidos de espera de Rony e o olhar reprovador da Profª McGonagall, já que o garoto mal esperou que ela terminasse de dar seu último recado para a classe, saindo de imediato.

Como a Professora havia ordenado que Hermione fosse para a enfermaria, foi para lá que Harry rumou como um tiro, decepcionando-se logo que chegou e ouviu da própria Madame Pomfrey que a menina não havia estado ali desde aquela hora da manhã quando ela o acompanhou.

Sentindo o peito oprimido de preocupação com a amiga – e querendo, desesperadamente, esclarecer aquele maldito mal entendido que Rony havia causado – Harry corre a procura de Hermione nos lugares que mais lhe parecem óbvios de encontrá-la. Logo que saiu da enfermaria, rumou direto para a biblioteca, decepcionando-se mais uma vez após procurar por todos os cantos entres as imensas prateleiras de livros e perguntar por ela para alguns poucos alunos que ali estavam, não a encontrando novamente. E o coração cada vez mais apertado.

Subiu correndo as escadarias até o sétimo andar, num só fôlego, indo para o Salão Comunal da Grifinória. Se não fosse pela excelente condição física que ganhou em seus sete anos de Quadribol, certamente seu coração teria explodido, não apenas pelo grande esforço que fazia, as correrias e o subir-descer de escadas, mas também pelo sentimento angustiante que ia em seu peito.

Estava mesmo muito preocupado com a amiga. Nunca ela havia errado nas aulas de Transfiguração e Poções, e esses dois erros aconteceram no mesmo dia, um seguido do outro. Ainda tinha as grosserias que Rony a fez ouvir, injustamente. Toda aquela história envolvendo o animago. A quase tragédia do último sábado. Por mais forte e poderosa que Hermione fosse, nem ela seria capaz de suportar tamanha pressão. Tinha que encontrá-la a todo o custo, mesmo correndo o risco de que sua presença poderia piorar ainda mais a situação... Não, ele não iria piorar nada! Ele iria, sim, tentar consertar, pelo menos, uma pequena parte desse estrago.

Chegando ao Salão Comunal, o encontrou vazio. Todos os alunos a essa hora ou estavam em aula ou em outras atividades fora dali. Naquela hora, o Salão era mesmo um ótimo lugar para ficar a sós com seus pensamentos, sem ninguém para importunar, sem barulho algum para incomodar. Mas Hermione também não estava ali.

Subiu correndo as escadarias que levam aos dormitórios femininos, indo até o quarto que era de Hermione. Tinha tanta certeza que a encontraria ali que um sorriso formou-se em seus lábios. Ao chegar diante da porta do dormitório da amiga, conteve seus ímpetos de entrar subitamente, parando por instantes para recuperar o fôlego e colocar todos os pensamentos em ordem, dando um tempo para que sua pulsação voltasse ao ritmo normal.

Três toques com os nós dos dedos na porta e aguardou instantes para que fosse atendido. Não ouviu nenhum ruído, talvez tivesse batido fraco demais. Mais três toques, desta vez com mais vigor, e nada novamente. Não iria passar todo o resto do dia dando murros na porta até arrebentar seu punho. Girou a maçaneta deixando que a porta se abrisse numa pequena brecha, o suficiente para deixar sua voz entrar e alertar quem ali estivesse.

—Mione?

Não obteve resposta. Já começando a ficar aborrecido com isso, decide entrar de vez no quarto, encontrando-o totalmente desprovido de qualquer alma viva. Todas as camas estavam impecavelmente arrumadas. As cortinas dos dosséis abertas e amarradas em elaborados laços de veludo dourado, como as franjas das cortinas... todas as camas estavam à mostra... todas estavam vazias. Harry andou, ainda um pouco ofegante, até a última cama, que era a de Hermione.

Parou diante da cama coberta por uma colcha em veludo carmesim como o dossel, belamente ornamentada com bordados em linhas douradas, tendo o brasão da Grifinória bordado no centro do acolchoado, assim como todas as outras camas. Ficou alguns instantes olhando o nada sobre a cama, sua mente parecia vazia.

Parecendo que o cansaço começava a fazer efeito, sentou-se na cama, para recuperar as energias e voltar a procurar por Hermione. Olhou para a cabeceira onde estava o volume do travesseiro coberto pela colcha e sobre ele, quase escondida, uma bela e delicada boneca de porcelana, numa esmerada roupinha de dama antiga com bordados feitos a mão e rendas. Do chapeuzinho feito em tela e renda, caíam elaborados e brilhosos cachos castanhos. A face de traços delicados e olhos de vidro em tom castanho lembraram a Harry a própria Hermione.

Pegou a boneca com cuidado e segurou-a em seu colo, lembrando-se que, certa vez, Hermione havia comentado que sua avó costumava fazer esse tipo de trabalho manual, uma obra de arte na sua opinião. Ajeitou os óculos redondos sobre o nariz, a fim de enxergar melhor o que tinha em mãos. A boneca era mesmo um trabalho de muito esmero, desde os detalhes do vestidinho até a pintura suave do rosto. A boneca era mesmo Hermione. A avó a fez com as feições da neta. Não sabia se era uma bobagem da sua mente exausta, mas não pôde afastar a idéia análoga de comparar a própria garota com a boneca: bela e de estrutura forte, aparentemente, já que a porcelana é muito frágil e poderia se quebrar ao menor choque.

Sentiu uma fragrância floral vinda da boneca e aproximou-a de seu rosto para sentir melhor o perfume. Parecia lírio, não sabia ao certo, mas tinha a absoluta certeza de que era o mesmo perfume de Hermione. Instintivamente, abraçou a boneca e cerrou os olhos, deixando que seus pulmões se enchessem com aquele perfume.

Abriu os olhos pouco depois e mirou sobre o criado-mudo que ficava ao lado da cama, chamando sua atenção um porta-retratos de aparência divertida, pois havia uma bonequinha esquelética e cabeçuda o adornando e a armação era em tom de rosa forte com coraçãozinhos displicentes pintados em branco e tons claros de rosa. Sorriu ao constatar que Hermione era, antes de tudo, uma menina igual às outras – pelo menos as outras meninas trouxas.

Alcançou a mão ao porta-retratos para poder enxergar melhor a foto que ali estava. Era uma fotografia comum de trouxas, pois os fotografados estavam estáticos. Reconheceu, na foto, os pais da amiga; a senhora que estava sentada ao lado da menina devia ser a avó que ela tanto adorava e Hermione, com o Crookshanks no colo.

Harry soltou um suspiro de enfado ao ver o gato na foto, lembrando-se de todas as coisas ruins e desagradáveis que aconteceram nos últimos dias, especificadamente na noite anterior. Sentiu a raiva esquentar em seu peito e só então deu-se conta que deveria voltar a procurar Hermione e que deveria sair dali o quanto antes, pois seria extremamente embaraçoso se alguém entrasse naquele dormitório e o visse ali e, ainda por cima, abraçado a uma boneca. Até que ele conseguisse se explicar, já teria sido tachado de depravado, no mínimo, e seria expulso da escola!

Com cuidado, colocou o porta-retratos de volta ao criado-mudo e a boneca de porcelana sobre o travesseiro, ajeitando-a para que Hermione não percebesse que alguém esteve ali mexendo nela.

Pôs-se de pé, levando uma das mãos aos cabelos e a outra em seu quadril, pensando onde mais Hermione poderia estar. Decidiu que iria procurá-la pelos jardins da escola, lembrando-se que ela costumava ficar estudando sobre a sombra da grande figueira que ficava numa das extremidades do lago da Lula Gigante.

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Neville andava contra a maré de alunos que acabavam de sair de suas aulas e rumavam para os jardins da escola. Sua expressão era um misto de desolação, espanto e ansiedade. Procurava por Harry. Precisava encontrar Harry Potter.

Sentiu-se aliviado ao ver a cabeleira vermelha de Rony se sobressaindo na multidão de alunos e muito rápido foi até onde o ruivo estava, certo de que Harry estaria junto. Soltou um muxoxo de irritação.

—Ah, não acredito! O Harry não está sempre junto contigo?! Por que justo agora que preciso falar urgentemente com ele, o cara não tá aí?!

—Qual é Neville? Calma! O que de tão de importante você tem que falar com o Harry? Ele saiu correndo da sala de aula, você não notou?

—Hã, saiu? Não, não notei, acho que tava guardando meu material... mas onde que ele tá?

—Não sei, valeu?! Deve ter ido atrás de Hermione!

—É sobre ela mesmo que quero falar! E você devia vir junto me ajudar a achar o Harry. Não falo o que vi aqui porque tá cheio de gente, mas se for...

—Se é sobre Hermione, não me interessa nem um pouco! – Rony interrompe Neville abruptamente, fazendo gestos expansivos com os braços, de aborrecimento. —Harry deve tá lá pra cima!

Rony se retirou apressadamente em passos pesados. Neville ficou o observando pelos instantes até que desaparecesse na esquina do corredor. Era provável que Harry estivesse no Salão Comunal e era pra lá que ele iria.

Os corredores e escadarias já estavam vazios e quando Neville alcançava em passos lentos o meio da primeira escada, Harry a descia correndo, diminuindo seu ritmo ao avistar o garoto de rosto arredondado.

—HARRY! Preciso muito falar com você! Você não acreditará no que vi! Aquele animago que era o gato da Mione e ele tav...

—CALA A BOCA, NEVILLE! – Numa expressão furiosa, a voz de Harry saiu mais alta e ríspida do que gostaria, que ecoou pelas galerias desertas, chamando a atenção de todos os personagens das centenas de quadros expostos nas paredes e fazendo Neville se encolher na escadaria. Harry olhou pra todos os lados, enrubescido, certificando-se de que não havia ninguém ali para tê-lo ouvido. Inspira profundamente de alívio e encara novamente Neville.

—Desculpe, Neville! Mas não podemos falar sobre esse assunto em qualquer lugar, você sabe disso! Depois você me conta o que viu. Agora preciso encontrar a Mione.

Harry já quase alcançava o final da escada que descia num trote, quando Neville recuperou-se do susto e fez com que ele parasse aos pés da escadaria, olhando-o assustado.

—Mas tem a ver com a Mione também! Ela tava lá na hora que esse anim... quer dizer, bem, você já me entendeu! Podemos ir prum lugar mais seguro então, Sr Potter, para que eu possa contar o que vi.. e ouvi?!

Os garotos entraram na primeira sala de aula deserta que encontraram. O Salão Comunal da Grifinória ainda estava há seis andares dali e Harry sentia que seu coração não agüentaria nem mais alguns minutos com aquela ansiedade. Harry deixou que Neville entrasse para bater a porta as suas costas e apoiar-se nela, como se quisesse impedir que alguém entrasse por ali. Apreensivo, o garoto olhava por sobre os óculos para Neville, enxergando apenas borrões, mas isso não importava nem um pouco, tudo que queria era saber de Hermione e poder voltar logo a procurá-la.

—E aí, Neville? O que você viu que te deixou assim tão transtornado?

Neville se virou para Harry, após uma rápida inspecionada pelo ambiente para se certificar que estavam mesmo a sós. Largou a mochila no chão, aos seus pés, respirando fundo e pondo-se em posição ereta.

—O animago é um Comensal da Morte e teve gente no Ministério que acabou de levá-lo.. e ele estava algemado!

Harry apenas arregalou os olhos.

—Você tem certeza disso que está dizendo Neville? Ele iria ser julgado pelo Ministério, sim, mas por ser um animago ilegal, não por ser um comen...

—Tenho certeza, sim, Harry! – Interrompeu Neville, que parecia aflito. — Tenho certeza absoluta! Foi o próprio homem do Ministério que disse isso, e disse pra Mione, que tava saindo do Castelo naquela hora... o animago é um Comensal da Morte!

Harry parou de respirar subitamente. Ainda boquiaberto e com olhos arregalados, seu coração pulsava com dificuldade. Como Hermione estaria administrando todos esses fatos? Como ela estaria agora que sabia algo extremamente terrível sobre o bruxo que fora seu gato de estimação por quatro anos?!

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Rony estava sentado à beira do lago, sozinho, jogando algumas pedrinhas que quicavam duas ou três vezes na água até mergulharem. Estava com a mesma expressão aborrecida desde que havia discutido com Hermione, após a aula de Snape.

Alguém se aproximava rápido dele pelas costas, roçando a grama ruidosamente, mas que Rony não se deu ao mínimo trabalho de virar-se para ver quem era. Pela forma apressada de andar e arrastar os sapatos, só poderia ser uma pessoa.

—O que você quer, Gina?! – Perguntou de forma muito mal-educada!

—Nooossa, mas que humor, heim!? Então o que me contaram é verdade!

—Há! Como sempre! O serviço de informações de Hogwarts trabalha rápido! – Rony ironizou enquanto arrancava algumas folhas de grama do chão.

—É sim, são bem eficientes. – Gina respondia com banalidade, ignorando o mau humor do irmão e agachando-se ao seu lado. —E aí? Por que você brigou com a Mione?

—Porque ela é uma metida, hipócrita, injusta! A gente defende ela e a Srta Sabe Tudo ainda vem cheia de demagogia pra cima de nós! Não é pra ficar puto não?

—Pois é, seria, se a atual situação que ela está vivendo fosse normal... e se ISSO não tivesse aumentado a detenção dela com o Seboso!

—Credo! Até isso você já sabe?? – Rony parou de arrancar o mato e encarou a irmã com incredulidade.

—Pois é.. o serviço é mesmo muuuito eficiente... e onde a Mione está agora? Também estou sabendo que a Prof McGonagall a dispensou da aula...

—Gina! Eu NÃO sei! NÃO quero saber e quero que SE FODA quem sabe!

—Merlim! Você come com essa boca, Rony?!

Gina levantou-se e saiu apressada, bufando. Depois de encontrar Hermione e conversar com a amiga, pretendia enviar uma coruja aos pais contando todas as grosserias e péssimos modos do irmão, que talvez se consertasse com um belo castigo aplicado pela mãe. Quanto a Rony, soltou um muxoxo de aborrecimento e voltou a arrancar a grama envolta de onde estava sentado.

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—Então, Mione, ela...

—Ela ficou muito abatida, Harry... acho que nunca a vi daquela forma tão triste... é como se ela estivesse perdida, sem saber o que fazer.

Harry fechou os olhos, sentindo uma amargura na garganta. Imaginava como a amiga devia estar. E em parte havia um pouco de sua culpa. O Rony não mentiu quando disse a ela aquelas coisas que ele próprio havia dito numa ocasião em que conversava com os outros garotos no dormitório... maldita hora que falou aquelas coisas sem pensar.. sem pensar nos fatos e acontecimentos que estavam levando Hermione a se tornar cada vez mais distante, arrogante até. Ele sim era o egoísta. Ele sim era o arrogante. Sempre se fazendo eternamente de vítima, por ter perdido os pais antes mesmo de entender o que isso significava, por estar sempre envolvido em coisas tramadas por outros, por ter perdido Sirius, a única pessoa no mundo que considerava a sua família... sempre se fazendo de vítima sem se dar conta que outras pessoas estavam sempre envolvidas nas mesmas agruras que ele, muitas vezes por sua própria causa... e Hermione... ela sempre esteve do seu lado, sempre... sempre lhe auxiliando, preocupada consigo, cuidando de seu bem-estar, sendo a voz da razão que sempre lhe faltava, sendo seu super-ego... e como ele retribuía isso?

"—Ah! Mione! Desde que ela se tornou monitora que ela fica com aquele arzinho cheio de importância! Ela tá cada vez mais arrogante! Assim é difícil de aturar, né?!"

Harry socou a porta com as duas mãos fechadas em punho. O barulho reverberou no ambiente fazendo Neville dar um saltinho de susto.

—Obrigado, Neville! E NÃO-CONTE-ISSO-A-NINGUÉM, entendeu?! Senão você dança na minha mão!

Neville apenas concordou com a cabeça, com o esboço sorriso no rosto temeroso. Harry estava com uma expressão péssima! E ainda por cima havia o ameaçado?! O melhor mesmo é ficar quieto!

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O garoto queria agilizar logo essa busca por Hermione e correr atrás dela de um lado ao outro naquele lugar gigantesco não era a melhor opção. Correu até o corujal, esbarrando em Gina no caminho.

—Harry! Estou procurando a Mione.. você sabe onde ela está?

—Não sei, também estou procurando por ela faz tempo, até que tive uma idéia... vamos buscar a Edwiges lá no corujal?

Os dois rumaram às pressas até o local onde ficavam os poleiros das corujas, um lugar fétido e sujo como se um elfo da limpeza não passasse por ali há séculos. Ao entrarem, avistaram poleiros que iam até o alto do teto, repletos de vários tipos de corujas, quase todas dormindo após passarem toda à noite caçando ou fazendo entregas de cartas.

Harry chamou por sua coruja branca como a neve, que levou alguns instantes até aparecer e pousar majestosamente no braço estendido do garoto. Roçou sua cabeça em comprimento na testa do dono, que retribui com um sorriso e um afago em seu peitoril.

—Vamos até lá fora, Edwiges.. preciso que você me faça um grande favor.

Gina e Harry com Edwiges pousada em seu ombro foram até um canto mais deserto dos jardins do Castelo, esperando que ninguém os visse e os enchessem de perguntas. A coruja pula novamente para o braço do garoto que lhe passa as instruções.

—Olha, Edwiges, nós queremos muito encontrar a Mione e preciso que você nos guie até onde ela está... poderia fazer isso por nós?

A coruja solta um fraco pio e acena com a cabeça, mirando o céu de azul intenso logo em seguida, vacilante. Em seguida levanta vôo, subindo apenas alguns metros e retornando novamente para o ombro de Harry.

—O que há Edwiges? Pensei que você quisesse nos ajudar! Por favor, nos leve até onde está a Mione?!

Edwiges encara seu dono com um olhar perdido e solta um pio triste, acenando negativamente a cabeça. Harry apenas a olha intrigado, sem entender o comportamento da coruja.

—O que você quer dizer com isso? Você não quer ou não pode procurar pela Mione?

A coruja acena positivamente com a cabeça e continua a olhar para o dono tristemente.

Gina pega no braço de Harry, que se vira para encarar a amiga, que também está com uma expressão triste no rosto.

—Acho que não vai dar, Harry.. talvez a Mione não queira ser achada...

—O que você tá dizendo, Gina?

—Bem, as corujas sempre encontram as pessoas, seja lá onde estiverem, mas se essas pessoas estiverem escondidas com uso de magia... talvez a Mione tenha enfeitiçado o lugar onde está com algum feitiço tipo o fidellius... então não encontraremos por mais que a procuremos.

Harry suspira fundo, cerrando os olhos de enfado.
 
—Droga!

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Fim do Capítulo XXIII – continua...
By Snake Eye's – 2004

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