sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Animago Mortis - Capítulo XX – Verdades Que Ferem

Animago Mortis
Capítulo XX – Verdades Que Ferem

Na sala de Dumbledore, preparavam-se os últimos acertos para a partida de Nicolai.

--Severus, você irá auxiliar Minerva no que for necessário enquanto eu estiver ausente. Mas não se preocupe que estarei retornando até o final do dia. – Instruía Dumbledore.

--Certamente, senhor.

Sentindo-se com se estivesse indo para sua própria execução, e até talvez fosse mesmo, Nicolai, muito desanimadamente, pega sua valise e avança pela saída da sala, sentindo o ar dali de dentro rarefeito. Não que ele quisesse apressar sua partida, mas sentia-se enjoado por estar respirando o mesmo ar que aqueles sujeitos do Ministério.

Havia dado apenas três passos quando um dos agentes o interrompeu com um sorriso que lhe pareceu asqueroso.

--Eu carregarei isso para você, rapaz.

--Oh, muito obrigado, 'senhor', mas não sou nenhuma mocinha. Posso muito bem fazer isso.

--Quer dizer que agora fala a nossa língua, Sr Donskoi?

--Pois é, aprendi nesses quinze minutos da conversinha fiada de vocês.

--Veremos se manterá essa arrogância por mais tempo, garoto! – um outro agente se aproximou e retirou à força a valise das mãos de Nicolai, que apenas dirigiu-lhe um sorrisinho afetado.

--Por que a paranóia? Acha que tem uma serra elétrica ou uma picareta aí dentro?

--Cale-se e me mostre suas mãos!

Enfadado, Nicolai levantou as mãos, mostrando as palmas para o agente que parecia ser o mais estressado do quarteto. Estava com uma das sobrancelhas arqueada e o mesmo sorriso afetado no rosto.

O agente que ordenou que o garoto mostrasse as mãos, puxou sua varinha, apontando-a para os pulsos de Nicolai.

--Al-liğāma!

Raios prateados saíram da varinha envolvendo os pulsos de Nicolai, que se sobressaltou e tentou afastar as mãos sem conseguir. Sentiu algo frio e incômodo apertar-lhe os pulsos. Quando a leve névoa acinzentada se dissipou, em seu lugar ficou um sólido par de algemas de metal. O garoto mirou novamente o agente que tinha um sorriso nojento. Havia uma mistura de ódio e amargura nos olhos dourados de Nicolai.

Dumbledore interveio em tom de indignação. Até mesmo Snape demonstrava sua surpresa e descontentamento com a atitude dos agentes.

--Acha mesmo que é necessário algemar o garoto? Não percebem que ele está disposto a colaborar com o Ministério, afinal é a vida dele que está em jogo.

--São as novas medidas adotadas pela Secretaria de Segurança do Ministério, Sr Dumbledore. Afinal, não queremos nenhum acidente estranho no caminho ou um gato fujão. – O agente que havia algemado Nicolai, termina suas palavras com um largo sorriso de escárnio. Se olhar de ódio matasse, ele e os outros agentes estariam estatelados no chão neste momento apenas com os olhares de Snape e de Nicolai.

Nicolai sentia-se humilhado. Baixou a vista novamente para seus pulsos, olhando com ódio a reluzente algema que os prendia por uma curtíssima corrente. Sentia-se ainda mais fraco do que já estivera desde que despertou na tarde de ontem... certamente aquele maldito artefato anulava seus poderes mágicos.

Desta vez decidira de uma vez por todas a sua estratégia. Jogaria sujo, se necessário, mas preferia morrer a perder para o Ministério. Uma humilhação na vida já bastava, a ter sido submetido às ordens de um bruxo impuro como Voldemort... não aceitaria a humilhação de seres ainda mais inferiores que aquele maldito.

::::

Hermione caminhava lentamente pelos corredores vazios da escola. A essa hora, todos os outros alunos estavam em salas de aulas. Ia remoendo pelo caminho as palavras de Rony, principalmente o que ele falara sobre Harry... aquilo fora realmente um choque.

Aquelas grosserias de Rony era até típico do garoto, sempre revoltado com alguma coisa, com um temperamento muito explosivo, embora jamais admitirá que aquelas palavras também lhe eram algo normal.. não, isso não era. Ele disse com muita convicção que ela era cruel, mesquinha e hipócrita! Ela era hipócrita?! Mesquinha??! Isso só aumentava a sua enxaqueca.

Mas ao se lembrar sobre o que ele falou de Harry, controlou-se para não chorar. Jamais imaginou que até mesmo Harry falava mal dela pelas costas. Ela riu. Realmente era arrogante e presunçosa. Acreditava tão veemente que conhecia muito bem seus amigos que nunca questionou o contrário... não, definitivamente, ela não conhecia seus amigos.

Parou e recostou-se no parapeito das muitas janelas que começavam logo após a curva do corredor. Levou os dedos às têmporas, massageando-as com vigor. Parecia que sua cabeça ia explodir de tanta dor. Deveria ter obedecido de imediato a professora e ido direto à enfermaria ao invés de tentar escapar para os jardins, onde, sabia, teria muito mais tranqüilidade para pensar ou esquecer.

Ouviu passos. Apenas parou momentaneamente sua massagem nas têmporas e abriu com dificuldade os olhos, pois a claridade naquele corredor intensificava ainda mais a dor. Provavelmente era Filch, o zelador, que já havia farejado algum aluno fora de aula, no caso, ela própria. Pouco importava o que ele iria dizer... fora ordem da própria McGonagall de ela estar fora de sala.

Na verdade, qualquer coisa importava muito pouco neste momento. Tudo que queria era que essa maldita dor desaparecesse e junto, se possível, desaparece toda a escola e seus habitantes. Se ela era mesmo uma mesquinha como afirmara Rony com tanta convicção, que seja então! Tudo que importava no momento ela era própria e todo o resto que fosse para o inferno!

Argo Filch apareceu ao virar a esquina do corredor para o corredor principal que dá acesso à porta de entrada do castelo. Com um sorriso sádico no rosto e olhos de um lunático, o velho zelador se deleita ao encontrar um aluno tão especial cabulando aula.

--Ora! Mas que dia agitado está sendo hoje! O que faz a aluna exemplar matar aula e ficar passeando pelo castelo?

Hermione apenas olhou de esguelha para o zelador, dando de ombros. Sua dor de cabeça era bem mais incômoda. Fechou os olhos por instantes e viu um formigamento de luzes por sob as pálpebras, quando ouviu Filch se afastando em direção à entrada quando novos passos incidiam pelo corredor.

Achou melhor tratar de se retirar daquele local. Decerto eram alunos que saiam das aulas, pela hora. A última coisa no mundo que queria agora é ver a cara de um conhecido. Pegou a mochila que havia colocado no chão apoiada em sua perna e levou-a ao ombro. Já saía em direção à porta principal quando ouviu uma voz grave de homem chamar-lhe.

--Hermione.. não deveria estar na aula de Minerva? O que faz aqui a essa hora? – Dumbledore lhe perguntava inocentemente, mas havia preocupação em seu rosto. Não deveria ter ninguém ali naquele momento, muito menos ELA!

A garota olhou por sobre o ombro, com surpresa, e viu um Dumbledore de feições sérias, preocupado. Quando sua vista focalizou as outras pessoas que vinham logo atrás do Diretor e que acabavam de dobrar o corredor, sentiu seu sangue gelar e o coração falhar em uma batida.

Virou-se por completo. A garganta seca. Não queria ter mais esse assunto para se lembrar. Queria esquecer de todo mundo e passar a ser preocupar apenas consigo. Não queria se lembrar dele. Não queria se lembrar daquele encontro ocasional na noite passada e ter perspectivas enganosas. Não queria lembrar que se importava com ele.

Tudo, menos isso.

O perfume singelo pairava no ar e apenas alguém que conhecesse bem aquela fragrância de lírios poderia perceber. Nicolai vinha cabisbaixo pelos corredores, tentando manter-se alienado de todo o resto. Sentia-se miserável. Se for essa a intensão dos homens do Ministério, eles haviam conseguido. Aquelas algemas lhe pareciam uma alusão dos vinte anos que passou trancafiado na forma animaga... uma piada de péssimo gosto.

E agora, aquele perfume... tudo, menos isso.

Parou de súbito às costas de Dumbledore, que mantinha-se rijo, fitando algo a sua frente. Olhou mais adiante na esperança de constatar que era apenas sua imaginação, que não estava sentindo o perfume dela, que ela não estava ali. Não queria que ela estivesse ali. Não queria que ela lhe visse nessas condições. Não queria que as coisas se tornassem ainda piores.

Sua respiração falhou de imediato. O coração idem. Hermione estava ali, naquele corredor, por onde ele irá passar, passar por ela. Ele com aquelas algemas sendo subjugado por aqueles bonecos do Ministério, sendo tratado como um criminoso vil...

Parecia uma eternidade que os olhares confusos de ambos se perderam dentro um do outro. Mas não fora uma eternidade, infelizmente. Comentários maliciosos e murmurados chamaram sua atenção de volta à situação real do momento.

--...gracinha! Na minha época não tinha dessas aqui!

--...e cabulando aula. Deve ser dessas gostosas e fáceis!

--Dumbledore chamou-a de Hermione?

O agente mais velho aproximou-se do velho diretor, apontando para a garota.

--Essa aluna é a tal Hermione Granger?

--Sim, é a Srta Granger.

--Então você é a garota do 'Sábado trágico em Hogsmeade'. Teve muita sorte, menina. Você vem de família não-mágica, não é?

Hermione fitou o homem com um olhar indignado. Quem ele pensava que era para chamar-lhe de 'tal'? E o que interessa a ele a sua origem? A indignação deu lugar à raiva. Pelas vestimentas dos quatro homens, certamente eram agentes do Ministério.

--Por que esse interesse na minha origem? Se o senhor é do Ministério, procure a minha ficha por lá e descubra por si próprio. – A cabeça doía demais para ser educada com um estranho que se mostrou muito desagradável logo de cara.

Nicolai não fez qualquer esforço para conter sua risadinha sarcástica, principalmente quando viu que o sujeito ficou desconcertado com a resposta malcriada de Hermione. Os outros dois agentes se remexeram um pouco nervosos, enquanto o outro se preocupava em conter uma risada. Pelo visto, os agentes não eram assim tão unidos como poderiam dar a impressão de serem.

O homem que havia indagado a menina, olha por sobre o ombro pra Nicolai, ao ouvir sua risada, sentindo o sangue ferver e subir a cabeça com a expressão de deboche do garoto. O que mais detestava no mundo era esses marginais arrogantes e debochados. E para se destruir a arrogância de alguém, basta imputar-lhe humilhações até que entendam qual exatamente é o seu lugar.

Virou-se novamente para Hermione, agora com uma expressão mais branda, porém com um irritante sorriso zombeteiro. Percebeu que Dumbledore se aproximava da menina, passando-lhe o braço pelos ombros dela. Ele era um velho muito esperto e já havia percebido as intenções do agente e procurava uma forma de afastar a menina dali.

Pior que um marginalzinho arrogante e debochado, certamente era um sangue-ruim... e ali estava servido um prato-feito de bandeja.

--A Senhorita estava indo pros jardins, não? Não se incomodaria de ser acompanhada por um velho gagá, sim? – Perguntava Dumbledore, com seu sorriso típico.

--N-não, claro que não, mas é qu...

Dumbledore praticamente arrastava a menina para a direção da grande porta de carvalho da entrada do castelo. Hermione sentia-se um pouco atordoada, a enxaqueca a anuviar-lhe o raciocínio... naquele momento estava preocupada com Nicolai. Ele estava sendo levado pelos homens do Ministério e poderia nunca mais voltar. Sentia que deveria falar-lhe algo... talvez sua porção Crookshanks esperava por isso.

Nicolai sentiu-se aliviado. Dumbledore era mesmo muito perceptivo. Era claro que apenas a visão de Hermione lhe era muito confortante como um bálsamo, mas não queria que ela lhe visse nessas condições. Não queria que ela lhe visse algemado. O medo que viu em seus olhos na noite anterior não saía de sua cabeça... o medo que ela tinha era dele... e ele ainda falara demais, sem poder.

--Se a mocinha vem mesmo de uma família não-mágica, deveria tomar cuidado redobrado com suas amizades no mundo bruxo, senhorita.

Hermione pára perante as palavras do agente e o olha de esguelha, com um misto de curiosidade e aborrecimento. Dumbledore preferia fazê-la sair dali o quanto antes, mas já não havia mais tempo.

--Agradeço a preocupação, senhor, mas eu sei muito bem com quem ando.

--Sabe mesmo? Uma mocinha como você não deveria andar na companhia de bruxos remanescentes das trevas, poderia ser letal para você...

A garota dá um sorriso afetado, a raiva e a dor de cabeça cada vez mais forte. Quanta petulância daquele homem horroroso em se meter em sua vida!

--Meus amigos podem ser todos uns cabeças-ocas, mas nenhum deles são assim tão estúpidos para seguirem pelas trevas.

--Ah, é mesmo? Nenhum deles? E o seu gato de estimação? O que me diz dele?

--Cale a boca, seu imbecil! O que pensa que está fazendo?! – Nicolai sussurra com raiva para o agente, que o olha de lado, com a raiva redobrada.

--Cala a boca? Imbecil? Com quem pensa que está falando, vagabundo?!

Hermione sente um tremor da cabeça aos pés ao ouvir o nome de Crookshanks. Ela não esquecera do que Donskoi falou na noite passada, de ter sido amaldiçoado por Voldemort. E os sonhos em que ela o ajudava a matar Harry vieram à tona em sua mente perturbada.

O agente se virou novamente para a garota, que havia se desvencilhado do braço de Dumbledore e havia se aproximado um pouco mais daquelas pessoas. Nicolai a olhava aturdido, já pressentindo o que poderia vir dali. Por que todas as coisas ruins teimam em acontecer simultaneamente?! Por que diabos Hermione tinha que estar ali, justo nesse momento?!

--Que conversa mais besta é essa? Como agente do Ministério, o senhor está a par de que Donskoi era o Crookshanks... aonde o senhor quer chegar com essa insinuação?

--Oh, você até que é esperta... então deve saber que o seu ex-gato de estimação é um dos seguidores de Você-sabe-quem, um Comensal da Morte... uma mocinha nascida trouxa como você tem que tomar muito cuidado com quem anda.

-- STYERVO! IDI NA KHUY! SVOLOCH'! – Nicolai avançava furiosamente para cima do homem, mas foi facilmente detido pelos outros agentes. As algemas não apenas bloqueavam seus poderes mágicos com também reduzia muito a sua força física.

--Fique calmo! Ele tá fazendo isso pra te provocar, não percebe? – O agente que havia sufocado uma risadinha com a resposta malcriada de Hermione, murmura ao ouvido de Nicolai, que estava desesperado.

Hermione sentiu-se no vácuo. Um turbilhão de imagens e sons rodopiava violentamente em sua cabeça. A enxaqueca parecia atingir seu apogeu. Como uma auto-flagelação, lembrou-se de todos os segredos e pensamentos que havia dividido com Crookshanks. Lembrou-se do sonho da noite passada... o corpo inanimado de Harry jogado sobre uma lama de sangue...

"--É isso sim, Hermione. A idéia é essa, afinal. A Animago Mortis é uma maldição imperdoável, uma grande tortura psicológica. Voldemort não me pouparia disso." Voldemort não o poupara de uma grande tortura... então era isso... Donskoi era um comensal que vacilou com Voldemort...

Então, isso poderia significar uma coisa...

...Ele querer se redimir perante seu mestre... e ela era próxima o suficiente de Harry... o maior objetivo de Voldemort

--...tenha a mais absoluta certeza de que Fudge ficará sabendo desse seu comportamento extremamente anti-ético! E o senhor terá que provar diante do tribunal que sua acusação tem fundamento sólido, pois esteja certo que eu próprio o processarei por calúnia e difamação, no mínimo!

Os devaneios de Hermione foram interrompidos assim que se deu conta do tom autoritário e encolerizado de Dumbledore. Viu como o tal agente parecia encolher diante da voz rígida, porém branda do Diretor.. ela própria sentiu um leve tremor com a áurea de certa ira que parecia emanar dele.

Seus olhos encontraram os de Nicolai, que expressavam uma imensa desolação e angústia... tão diferentes estavam da noite anterior. Seu coração se comprimiu dolorosamente ao sentir o desalento do rapaz... ele estava sozinho, talvez sequer houvesse uma família para acolhê-lo... sozinho, de uma forma que ela jamais esteve...

Balançou com raiva a cabeça, para espantar aquelas idéias. A desolação dele poderia ser muitas coisas. É óbvio que ele estava dessa forma, pois finalmente iria sofrer sua punição pelos crimes que cometeu em nome de Voldemort. Até mesmo Peter Pettigrew pareceu totalmente desolado quando ele foi revelado diante de todos naquela noite dentro da Casa dos Gritos... naquele momento ele se mostrava digno de compaixão, embora fosse um assassino frio e miserável!

Voltou a si novamente ao ter a impressão que Donskoi lhe havia sussurrado um 'perdão' com a voz totalmente desprovida de vivacidade. Olhou para trás e viu que os quatro agentes e o rapaz saiam pela porta indo em direção a uma grande carruagem parada diante da entrada do castelo. Dumbledore ainda permanecia parado ao seu lado, observando os homens saírem.

O Diretor voltou-se para Hermione, que parecia atordoada, confusa. Ele a olhou seriamente por longos segundos, como se a avaliasse. Levou a mão à cabeça da menina, que só então percebeu que o Dumbledore ainda lhe fazia companhia. Olhou-o em seus olhos de azul-água com receio.

--Faça o que Minerva lhe ordenou, querida. Descanse. Descanse muito. Há muitas coisas dentro dessa cabecinha que precisam de tempo para se ajustarem e se clarearem. Por mais tentador que seja, não tire conclusões precipitadas. Nós iremos resolver tudo da melhor forma possível.

Hermione ainda o fitava nos olhos, processando todas as palavras do velho mago. Sentiu-se estranhamente confortada, mas não conseguia sequer esboçar qualquer palavra e havia tanto que queria perguntar...

--Descanse, criança... as perspectivas se tornam mais otimistas com a mente limpa e rejuvenescida.

Dumbledore retirou-se em direção à saída. Ficou vendo-o entrar na carruagem e manteve-se estática naquele lugar até ver o carro partir. Abraçou com força sua mochila, deitando o queixo sobre ela. Manteve os olhos cerrados por instantes e apenas fitou o escuro sob as pálpebras... sua mente havia chegado ao seu limite...

Ela precisa descansar e muito. Precisava de nova energia, forte e revigorada. Havia muita coisa para entender, para assimilar, para aceitar...

Voltou a seu caminho rumo aos jardins do castelo. Lá fora em meio a relva e o sol quente havia um lugar especial que era seu refúgio fora daquele castelo. Um refúgio para libertar um pouco sua mente da pressão e que agora havia muita. Poderia ficar tranqüila naquele lugar, pois sabia que ninguém a perturbaria, pois a única pessoa que sabia de tal refúgio acabava de ser retirada daquele castelo.

E saiu levando consigo um único alívio: o de que não havia ninguém naquele momento para ouvir aquela provocação do agente do Ministério... ao menos era o que pensava.

Escondido atrás de uma das pilastras na esquina do corredor, um garoto encontrava-se agachado, abraçado ao próprio corpo trêmulo.

--...coitada da Hermione! Harry precisa saber disso!

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Fim do Capítulo XIX – continua...
By Snake Eyes – 2004
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N/A: Uau! Recorde! 14 páginas em formatação normal! Enrolar dessa forma num lengalenga desgraçado deve ser dom, não é possível! :-/)

Traduzindo: "al-liğāma" é a palavra árabe de onde se originou a palavra portuguesa "algema".

Traduzindo os palavrões (mas se vc encontrar um russo na rua, NÃO vá testar as palavras nele, valeu?!):
Styervo - suínos, trapaceiro, salafrário
Idi na khuy - Vá para inferno
Svoloch' – bastardo

Ô garoto desbocado!

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