segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Animago Mortis - Capítulo XVII – Pequenos Gestos

Animago Mortis
Capítulo XVII – Pequenos Gestos

Já se passavam das duas da manhã quando Harry chegou ao Salão Comunal da Grifinória. Como era de se esperar, o salão estava completamente deserto de alunos; apenas dois ou três elfos domésticos cuidavam da arrumação do local. Agradeceu intimamente por Dobby, o elfo que o idolatrava, não estar ali neste momento, não queria falar com ninguém, não queria ter que falar nada.


Estava muito exausto por perambular por horas a esmo pelos jardins do castelo. Estava uma noite linda, apesar de tudo, e queria aproveitar o luar intenso e a brisa fresca que corria pela noite. Queria espairecer. Compreender o que acontecia.


Ao entrar em seu dormitório, viu que todos os outros garotos estavam dormindo profundamente, inclusive Rony, que dormia sentado na cama, abraçado às próprias pernas.. é quase certo que o amigo ficou esperando por ele quando percebeu que não estava em sua cama. Pela manhã já via que teria muito a ouvir... e o que ele iria dizer?


Contaria ao amigo sobre o que presenciou entre Hermione e Donskoi? Se ele contasse isso a Rony, em meio dia todo o colégio ficaria sabendo do que aconteceu e, pior, a história aumentaria monstruosamente. Hermione, apesar de tudo, não merecia isso. Além do mais, pelo que ouviu da conversa de ambos, o encontro foi quase casual.


E se contasse isso a Rony, ele teria que se deparar com um certo questionamento: por que ele teria ido escondido atrás de Hermione?


Nem ele sabia a resposta direito. E a mágoa que sentia aumentou furiosamente e a isso também não tinha resposta. Ou melhor, a resposta lhe causava um temor infantil.


Jogou-se de bruços na cama sem sequer trocar de roupa, tirar os sapatos ou retirar os óculos. Estava exausto demais para pensar nisso. E daqui a pouco teria que estar de pé novamente e enfrentar um inquérito de seu amigo esquentadinho. Felizmente, uma desculpa simples seria o suficiente.


*


Um morno e fraco raio de sol adentrava uma pequena janela em arco que iluminava vagamente aquele lugar de decoração um tanto quanto exótica. Despertando, leva as mãos ao rosto, deslizando-as até encontrar seus cabelos, enterrando seus dedos em seus fios finos e lisos. Ao abrir os olhos, depara-se com uma forma grande e avermelhada parada quase sobre sua cabeça, que o fez levantar-se abruptamente com o susto.


Sentado na cama, vira-se para enxergar melhor aquela forma estranha, que tanto lhe chamou a atenção. Era uma grande e majestosa ave de suntuosa plumagem vermelha e dourada, que dormia empoleirada sobre a cabeceira.


_Que incrível! Um Suzaku!


_Aqui no Ocidente nós a chamamos de Fênix... Bom dia, meu rapaz! Espero que tenha dormido bem.


Alvo Dumbledore estava parado na porta de entrada do aposento. Mantinha seu típico sorriso sincero no rosto, observando Nicolai admirado com Fawkes, a fênix de 'estimação' do Diretor.


_Bom dia, professor... apesar de tudo, principalmente por ter dormido sozinho, foi sim uma boa noite de sono.


Fawkes que acabou acordando com o barulho no quarto, estica suas asas, se espreguiçando, e chacoalha todo o corpo, ouriçando suas penas. Por alguns instantes ficou mesmo parecendo uma grande bola de fogo. Com um meio salto, pousa no ombro de Nicolai, esfregando sua cabeça na testa do rapaz.


_Perdão, Fawkes.. agradeço muito a sua companhia, mas o calor e perfume de uma certa menina me fazem muita falta. – Nicolai retribuía o carinho da ave coçando-lhe o topo da cabeça.


_Vejo que Fawkes gostou mesmo de você, Nicolai... isso é muito bom, muito bom... agora poderia fazer a gentileza de vir até o living, a Profª Minerva e Severus o aguardam.


Fawkes alçou vôo, desaparecendo pela porta do aposento. Nicolai levantou-se, espreguiçou-se, vestiu a roupa negra que trajou no dia anterior e arrumou os cabelos com os próprios dedos. Mas algo o intrigava.. aquele 'muito bom' do Prof Dumbledore queria dizer o quê, exatamente? Certamente ele ainda estava sendo avaliado pelo nobre bruxo, é lógico.


Pelo jeito, o Diretor não tinha plena confiança nele e, para ser sincero, nem ele mesmo tinha essa confiança em si. Uma coisa que aprendeu nesses longos anos é jamais dizer que não beberá de tal água.


Mas, enfim, há visitas esperando por ele.


*


Hermione já havia despertado há mais de uma hora, mas não conseguia criar coragem para sair da cama. Embora ainda fosse verão, estava totalmente enrolada em sua grossa colcha com bordados delicados feitos a mão, um presente de sua avó. As cortinas do dossel cobriam completamente a cama. Há algum tempo atrás ela havia enfeitiçado as cortinas para que bloqueassem qualquer barulho, o que lhe garantia maior privacidade e tranqüilidade, uma vez que dividia o dormitório com outras quatro garotas.


Ela ainda remoia o acontecimento da noite anterior, o que lhe ocasionou uma péssima noite de sono. Dormira muito pouco. E o pouco que conseguiu dormir, sonhou justamente com aquele rapaz. Sonhos muito ruins, que preferia ser poupada disso. Já que a sua realidade em nada colaborava, ao menos em sonhos poderia ser aliviada dessa situação.


Mas não era o que acontecia. Desde o ocorrido em Hogsmeade vem tendo esses sonhos que por vezes beiram o pesadelo. Em todos os outros, Crookshanks dava a forma a uma pessoa que ela nunca conseguia ver o rosto com clareza, apenas distinguia os cabelos e o uniforme de Hogwarts. Em todos os sonhos, ela era usada e traída por essa pessoa, mas no sonho dessa noite...


Ela havia sonhado exatamente com o rapaz. Virou-se de bruços, escondendo o rosto no travesseiro, que ardia ruborizado apenas por se lembrar que no sonho havia sido seduzida por ele, deixando-a completamente cega para a verdade. E ela fora usada para que Harry fosse morto! Por deus, ela havia sonhado com a morte de seu melhor amigo! E fora Donskoi que o matou! Matou para Voldemort! E ela o ajudara a fazer isso!


Levantou-se de súbito, pondo-se sentada sobre as pernas. Com as duas mãos fechadas em punho, dá uma seqüência de socos no travesseiro, como se quisesse espantar aqueles sonhos e pensamentos que se formaram em seu inconsciente.


_Droga, droga, droga! Isso é totalmente irracional! Que medo mais estúpido é esse que não me deixa sequer dormir. Ele... ele foi tão gentil.. tão amável... ele não pode ser esse monstro, não pode!


Lembrou-se da conversa. Tirando toda a tensão do momento, foi até.. muito agradável. Ele parecia ser uma boa pessoa. Fora muito gentil, educado... e carinhoso. Nunca fora tratada daquela forma por um garoto.


Afundou novamente o rosto no travesseiro, sentindo as faces quentes mais uma vez. Ele fora tão humilde ao se desculpar e agradecer por Crookshanks... e havia muito carinho em suas últimas palavras, antes da despedida. Aqueles olhos dourados transmitiam muita sinceridade... mas ele também havia dito ter sido amaldiçoado por Voldemort!


E isso lhe remetia ao outro pensamento, ao seu medo irracional que invadia até os seus sonhos, e era exatamente isso que acontecia: ele fazia com que se apaixonasse, a seduzia, e depois a traia com seus segredos ou a humilhava em público...


_...ou fazia com que o ajudasse a matar Harry Potter!


*


Harry conseguiu dormir pouco mais de três horas. Uns sonhos totalmente desconexos, que envolviam o ocorrido na noite anterior, o fizeram despertar totalmente. Desde pouco antes das seis da manhã, estava acordado fazendo hora no deserto Salão Comunal. Como não conseguiu falar com Hermione como havia planejado, talvez fosse uma boa idéia encontrá-la ali, já que ela é sempre a primeira a se levantar.


Mas como tudo estava saindo totalmente às avessas nos últimos tempos, por acaso Hermione ainda não havia descido do dormitório. Ele sabia que ela estava lá. Viu quando ela retornou para o Salão da Grifinória na noite passada. E fez questão de espiar o dormitório antes de descer agora pela manhã. As cortinas de sua cama estavam fechadas, indicando que ela ainda dormia.


E se eles tivessem se encontrado agora pela manhã, o que teria dito a ela, afinal de contas? Que direito ele tinha sobre ela para questioná-la sobre seus assuntos particulares? Sim, apesar de tudo, eles ainda eram amigos, ao menos assim esperava – e desejava – mas isso não lhe outorgava o direito de mandar em sua vida.


E pelo visto, quem precisava mesmo ser questionado era ele próprio. Por que ele estava sentindo aquelas coisas, agindo feito um garoto imaturo e mimado? Olhando um pouco para dentro de si via que não era mágoa que estava sentindo, tampouco raiva, então era... ciúmes?


Mas isso não quer dizer absolutamente nada! Ciúme não significa apenas uma certa e única razão... sente-se ciúmes dos amigos também. E tem quem tenha ciúmes dos pais, dos irmãos e, por Merlin, até de animais e objetos!


Harry socou com força os braços da poltrona onde estava sentado aquecendo-se diante da lareira. Com o impulso, levanta-se e sai apressado do Salão, que começava a encher de alunos que desciam do dormitório para esperarem pela hora do café. Iria para a biblioteca e, como Hermione não estaria lá, o lugar estaria totalmente deserto. Precisava desanuviar seus pensamentos, colocá-los em ordem ou mesmo se distrair com algum livro.


E, ademais, não estava com a mínima paciência para suportar um inquérito que com certeza viria de Ronald Weasley.


*


_Desculpe-me a demora...


_Está tudo bem, Sr Donskoi. Apenas estamos aqui para acertamos alguns detalhes antes de sua partida.


Essas últimas palavras de McGonagall desceram-lhe amargamente pela garganta, engolindo a seco. Não havia como escapar daquilo... ou melhor, havia! Mas isso significava perder todas as suas chances de ter sua vida de volta plenamente. Ele precisava mesmo ficar e encarar a situação da melhor forma, e tentar resolvê-la.


Hermione era a sua única razão para tudo aquilo, para essa sua disposição de enfrentar o Ministério. Se não houvesse ela, Nicolai teria desaparecido daquele lugar há muito tempo. Nunca havia gostado de Hogwarts. Sempre odiou a Inglaterra e seus habitantes. Mas ela lhe mostrou um outro lado de tudo isso.


Por ela enfrentaria qualquer coisa, a começar pelo próprio estúpido Ministério da Magia. E enfrentaria o risco de ser enviado à Azkaban. Mas teria que enfrentá-lo e faria de tudo para ser absolvido. E aí sim poderia recomeçar sua vida e faria questão de começar do zero. Sem trevas. Sem pessoas tomando as piores decisões por si.


Vendo que o garoto ficara abalado com a lembrança de que partiria hoje, Dumbledore aproximou-se dele, passando-lhe o braço por seu ombro, tentando passar alguma confiança.


_Não se preocupe, filho. Estamos todos de acordo e iremos apresentar a sua defesa perante o Ministério. E iremos até o fim, lutando com todas as armas. Se há alguém aqui que mereça uma segunda chance, esse alguém é você!


Nicolai não conseguiu disfarçar seu contentamento com aquelas palavras que iam além da fala. Dumbledore conseguia passar mesmo muita segurança e otimismo com palavras simples e pequenos gestos. Mesmo alguém tão pessimista quanto ele conseguia ter esperanças de algo bom.


_Eu.. eu agradeço muito! Jamais poderei retribuir isso, mas... agradeço muito, mesmo!


_Você já fez muito, garoto! Não deve absolutamente nada, muito pelo contrário...


_Vindo de você, Severus, isso me soa como sarcasmo...


_Severus está certo, Nicolai. Você fez muito pela causa contra as Trevas, embora suas intenções não tenham sido bem essas, mas, com certeza, muitas vidas inocentes foram poupadas.


_Ora vocês dois! Falando dessa forma em tom de despedida, o rapaz vai ficar deprimido novamente, achando que não voltará mais para Hogwarts.


McGonagall alcançava a Nicolai uma valise de viagem em couro aveludado. O garoto apenas olhou curioso da mala de mão para o rosto austero da professora. Pelo que ele se lembrava, a Profª Minerva nunca gostou dele, principalmente por ele pertencer à Sonserina.


_Pegue, não está enfeitiçada. São algumas coisinhas que você precisará para passar alguns dias no Ministério. Você não poderá ficar lá o tempo inteiro com esse pijama, não é mesmo?


_Pijama?! Severus! Você me deu um pijama para usar?!


_Você preferia ficar com aquela camisola curta da enfermaria?


_Isso não será mais problema, rapaz. Aqui está uma veste formal e elegante para usar... – Minerva alcançava ao garoto um cabide onde havia duas peças. _Pode parecer trivialidade, mas uma boa apresentação será fundamental para aqueles... bem, para o Ministério.


Com o cabide em mãos, Nicolai observava a vestimenta, composta de duas peças: uma calça reta, sem detalhes, e um balandrau de mangas compridas e gola alta, que se alargava como um vestido abaixo da cintura e seu comprimento ia até abaixo dos joelhos. Era uma veste sóbria, de corte reto e elegante, sem detalhes, exceto pelos grandes botões forrados pelo mesmo tecido que iam apenas até a altura do abdômen.


"_Mais negro... o que há com esses bruxos ingleses? Para eles tudo é um funeral?!"


Apesar de achar tudo muito estranho, não foi nada difícil esboçar um sorriso em direção à velha professora que o olhava com uma ruga de desconfiança. Ela concordara com a posição de Dumbledore diante do fato, mas tinha suas precauções quanto a isso. Nunca se deve confiar plenamente em um bruxo remanescente das trevas.


_Obrigado, professora... por isso e por aquele dia, em sua sala particular.


Todos, inclusive McGonagall, olharam de forma estranha para o rapaz, que mantinha um sorriso levemente afetado no rosto. Ninguém entendeu o que ele quis dizer com isso, até que a professora lembrou-se do que ele dizia.


_Ah, sim...! Mas não há o que me agradecer por isso, uma vez que não consegui quebrar o encanto, já que, por acaso, não tenho um poder superior a Você-sabe-quem. – Minerva esboçava um ar blasé, e falava em tom de cinismo.


_Isso não importa, professora... o essencial é que a senhora o fez. Se eu tivesse sido amaldiçoado por qualquer outro bruxo, certamente a senhora teria desfeito o feitiço.


_Sim, certamente... mas saiba que não fiz isso por você, mas por Hermione.


_Sei disso também, professora. Só que... eu pertenço a ela, então a senhora fez por mim também...


Nicolai deixava seu belo sorriso aos presentes antes de se retirar para o aposento onde passou a noite, carregando consigo a valise e o cabide com suas novas vestimentas. Dumbledore e Severus pareciam satisfeitos com o comportamento que Nicolai demonstrava a todos. Parecia sempre sincero, não era contraditório, sempre homogêneo. A polidez que apresentava era a mesma de vinte anos atrás, porém, agora, ele se mostrava mais sociável, bem menos acerbo do que um dia fora.


_Agentes do Ministério deverão chegar aqui por volta das dez. Eu acompanharei o rapaz para me certificar qual o tratamento ele terá e quais acomodações lhes darão.


_Acha isso mesmo necessário, Alvo?


_Sim, Minerva, é necessário. Quanto a você, Severus, gostaria que fizesse a gentileza de acompanhar Nicolai no café da manhã, aqui em minha sala mesmo, se não se importa.


_Me importar? Duas refeições seguidas longe daquele burburinho infernal é mais do que eu poderia esperar como um belo presente de sua parte!


*


Quando Rony entrou no Salão Principal, encontrou Harry já sentado no seu mesmo lugar de sempre na mesa da Grifinória. Um pouco furioso, Rony senta-se ruidosamente na cadeira ao lado do amigo, que tinham fortes olheiras e parecia cansado.


_E.. aí?


_Legal.. e você? – Harry respondia de forma desanimada, sem desviar o olhar do prato vazio em sua frente. Ele mantinha os braços cruzados sobre a mesa, quase deitando a cabeça sobre eles e dormindo ali mesmo.


_Palhaço! Não estou te cumprimentando! Quero saber onde esteve a noite toda?! Era mais de meia noite e você não estava no dormitório, e hoje pela manhã você também não estava!


_Ron.. não lembro de ter um compromisso sério com você e acho que é novo demais para ser meu pai. Não tenho que te falar onde passei a noite!


_Tá certo, não tem! Mas você não tem que ficar mentindo também. Pra que falou que ia dormir só pra sair escondido? Foi com a capa de invisibilidade, não?


_Olha, preciso mesmo dizer com todas as palavras? Eu saí para ver uma garota, satisfeito?!


_Isso é mais que óbvio, Potter! Só acho muita criancice da sua parte mentir e sair escondido por causa disso!


Hermione apareceu neste momento no Salão, o que desviou a atenção de um entediado Harry para sua chegada, poupando-lhe, assim, de ter que retrucar a inquisição do amigo.


Para sua surpresa – e ele nem sequer saberia dizer porque ficou surpreso – Hermione não estava feliz e radiante como esperava. Ela vinha séria, com a mesma expressão fria e um pouco aborrecida como lhe era típico nos últimos tempos. A menina aproximou-se dos garotos e antes de sentar-se em seu lugar que ficava de frente para eles, ela notou o semblante abatido de Harry.


_Harry! O que houve?! Você não dormiu direito? Está se sentindo mal? – Com a última pergunta, Hermione leva sua mão à testa do garoto, para experimentar-lhe a temperatura. Ela estava mesmo preocupada. Apesar de toda a amolação que seus amigos lhe causavam, ela detestava ver qualquer um deles mal ou adoentado.


Harry sentiu o coração gelar quando Hermione lhe tocou a testa. A mão dela era muito suave e delicada. E qualquer mal-estar ou aborrecimento que estava sentindo até então, parecia ter se dissipado com aquele toque suave que lhe soou como um carinho.


_N-não, está tudo bem... eu só tive um pouco de.. dificuldade pra dormir hoje.. eh, acho que foi o calor...


_Calor? – Hermione finalmente sentava em sua cadeira e levava a mão à própria testa, para experimentar sua temperatura e poder fazer a comparação. _Sei não, Harry.. você parece meio febril. Deveria ir até a enfermaria antes da nossa primeira aula.


_Boa! Você é um cara de sorte, Harry! Nossa primeira aula é com o nojento do Snape! Essa é uma ótima desculpa para se livrar da presença dele! E são ordens da nossa super-responsável Monitora-chefe!


_Rony! Que absurdo! Não estou falando pra Harry ir pra enfermaria para cabular a aula de Poções! Ele precisa mesmo ir, talvez esteja ficando gripado!


Harry nada disse, apenas continuou fitando Hermione, que desviava seu olhar e atenção para Gina, que acabava de chegar e sentava ao lado da menina. Não sabe ao certo quando isso começou, mas tudo que vinha de Hermione parecia mais intenso, seja só o olhar, um sorriso ou mesmo um leve toque, como o que acabara de receber. Não apenas a mágoa poderia ser mais intensa, mas também a alegria de estar próximo a ela.


Sentindo-se muito mais bem disposto, começava a servir-se das iguarias que apareceram naquele momento na mesa. Como pôde um simples toque e uma pequena demonstração de afeto desanuviar completamente todos os impasses que vinham lhe incomodando desde o dia anterior? Ele realmente não sabia, não nesse momento, mas tinha uma quase certeza de que a resposta era a mesma para aquela mágoa que sentia até pouco tempo atrás.


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 Fim do Capítulo XVII – continua...
By Snake Eyes – 2004
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N/A: A idéia de que eu tinha para as novas vestes de Nicolai era a mesma usada pelo Neo em Matrix Revolution... se eu não consegui passar a idéia com clareza, agora já sabem do que me referia =^.^=

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